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Diabete na infância: o desafio que muda a rotina de crianças e famílias

Aviso ao leitor — Este conteúdo foi produzido por estudantes do curso de Jornalismo da UNIP como atividade prática da disciplina Jornalismo Digital e Social Media, sob supervisão docente, com finalidade exclusivamente didática. O material não constitui publicação jornalística profissional nem representa a posição institucional da UNIP.

A descoberta da diabete durante a infância pode mudar a rotina de uma família. Medir a glicose, seguir os horários dos medicamentos, cuidar da alimentação e manter o acompanhamento médico passam a fazer parte do dia a dia. Apesar dos cuidados necessários, a doença não impede que a criança estude, brinque, pratique esportes e conviva normalmente com outras pessoas.

Do diagnóstico ao dia a dia crianças com diabetes precisam de acompanhamento, atenção à alimentação e, em alguns casos, uso diário de insulina

A rotina de tratamento pode variar de acordo com cada pessoa. Entre os principais cuidados estão o controle da glicose, o uso correto da insulina quando indicada e a atenção à alimentação. Para uma criança, aprender a lidar com essas responsabilidades desde cedo pode ser um desafio.

Imagem tirada da Revista Veja

Segundo o Ministério da Saúde, a diabete tipo 1 é mais comum em crianças e adolescentes. No Brasil, são estimados 25,6 novos casos para cada 100 mil habitantes por ano. Nesse tipo da doença, o organismo deixa de produzir insulina em quantidade suficiente, fazendo com que o paciente precise utilizar o hormônio diariamente.

SUS amplia acesso ao tratamento

O Sistema Único de Saúde tem um papel importante no acompanhamento de pessoas com diabete. Além da assistência médica, o SUS disponibiliza medicamentos e insulinas para pacientes que precisam do tratamento.

Em 2026, o Ministério da Saúde anunciou a ampliação da oferta da insulina para crianças e adolescentes de 2 anos até menores de 18 anos com diabete tipo 1. O medicamento possui ação prolongada e, em muitos casos, pode ser utilizado uma vez ao dia.

A medida busca facilitar o tratamento e contribuir para o controle da glicose. A indicação do medicamento deve ser feita por profissionais de saúde, de acordo com a necessidade de cada paciente.

Uma família que aprendeu a conviver com a diabete

A filha de Vera recebeu o diagnóstico de diabete aos 6 anos de idade. Hoje, aos 31 anos, ela convive com a doença há 25 anos. Desde o início, a família precisou mudar alguns hábitos e criar uma rotina para acompanhar o tratamento.

Para Vera, um dos momentos mais difíceis foi justamente o começo. A filha ainda era criança e precisava entender que os medicamentos e os cuidados fariam parte da sua vida.

“Desde o começo foi muito difícil criar uma rotina para uma criança, pois sabemos como as crianças são. No início, foi complicado fazer com que ela entendesse que precisava seguir os horários e tomar os medicamentos. Mas, com o passar do tempo, ela foi entendendo que precisava tomar os medicamentos para crescer bem e cuidar da própria saúde.”, relata Vera.

A adaptação aconteceu aos poucos. Conforme crescia, a filha passou a compreender melhor a importância do tratamento e a assumir mais responsabilidades pelos próprios cuidados.

Hoje, depois de 25 anos convivendo com a doença, a filha de Vera já é adulta e continua seguindo sua rotina. A trajetória da família mostra como o diagnóstico ainda na infância exige paciência, adaptação e acompanhamento, principalmente nos primeiros anos.

Segue abaixo os links das fontes utilizadas para a pesquisa e elaboração das informações da matéria.

  • Ministério da Saúde — Tratamento da diabetes: Acessar fonte
  • Ministério da Saúde — Oferta nacional de insulina glargina pelo SUS: Acessar fonte
  • Ministério da Saúde — Diabetes: Acessar fonte

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