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O número de pessoas vacinadas diminuiu no Brasil?

Segundo dados do Instituto Ideia, sob demanda do centro de estudos Sou Ciência da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), houve queda de 21,5% no número de pessoas que buscaram por imunizantes na comparação entre julho de 2023 e março de 2026.

Homem a levar uma vacina. Crédito: Freepik

Nos últimos anos, o movimento antivacina cresceu dentro do território brasileiro, o que trouxe bastante preocupação para o setor da saúde e fez com que algumas doenças já erradicadas, como o Sarampo voltassem à tona.

É comum encontrar em redes sociais justificativas como “morte súbita”, “envenenamento”, “autismo” e até as mesmas alterações no DNA humano. Mesmo já tendo sido comprovado que as vacinas não trazem tais malefícios, o mapeamento realizado pelo Laboratório de Estudos sobre Desordem Informacional e Políticas Públicas revelou que o país foi responsável, na última década, pela circulação de mais de 580 mil conteúdos antivacina em comunidades online.

A desinformação, no entanto, não fica restrita às redes sociais. A entrevistada, que não quis se identificar, disse ao Focas Lab que

“Não faz mal tomar algumas vacinas como HPV, Sarampo, Gripe e outras mas quem cuida da nossa saúde é Deus. A vacina da Covid-19, por exemplo, muitas pessoas morreram por tomar, e outras, têm problema no coração até hoje depois de tomá-la. Acredito que essa vacina foi um marketing completo, deveriam ter investido em respiradores ao invés de imunizantes.”

O Focas Lab reuniu também quem defende a Ciência e é contra o movimento antivacina. A interrogada acredita que

“A vacinação é algo essencial para a saúde humana durante a vida inteira. E o que me levou a ter essa opinião é que a minha mãe é da área da saúde e sempre me explicou e explicou sobre elas”. Posso até atrasar um pouco, mas eu sempre tomo. Por que é uma medida que visa proteger as pessoas da minha faixa etária de doenças que são mais comuns nela. O melhor que posso fazer por mim e pela minha saúde, é seguir. Principalmente no cenário em que estamos, a ocorrência de notícias falsas é cada vez maior e eu não confio essas informações porque elas não têm bases ou provas nenhum no argumento que elas pregam. Eu não acredito até ter confirmação oficial dos órgãos responsáveis. Desse modo, fica evidente que aqueles que são a favor ou contra as vacinas, têm dificuldades em acreditar nas notícias e anúncios publicados na internet a respeito desses imunizantes.

Pablo Vial, especialista em doenças infecciosas, chefe do departamento de vacinação da Clínica Alemana e diretor do Instituto de Ciência e Inovação em Medicina (ICIM) concorda com duas grandes intervenções de saúde pública que mudaram o panorama global da saúde:

“Primeiro, saneamento básico, água potável e sistemas de esgoto, que permitiram o controle de muitas doenças simplesmente por meio de medidas de saúde. Segundo, vacinas, que ajudaram a controlar doenças e a mortalidade. Não há dúvida de que vivemos em uma realidade de saúde que não existia há 50 anos; há muitas doenças que não temos mais. Elas não afetam mais a população graças às vacinas.”

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