Após atraso na execução e mudanças contratuais, a obra que deveria ampliar o atendimento de grávidas e crianças no município ainda aguarda conclusão.
A construção da Maternidade Municipal Alice Campos Mendes Machado e Pronto Socorro Infantil de Embu das Artes, na Grande São Paulo, deveria ampliar a estrutura de atendimento de saúde da cidade. Iniciada com um contrato de aproximadamente R$ 12 milhões, a obra não foi concluída dentro do prazo inicialmente previsto e passou por mudanças contratuais e novos custos.Contatamos a candidata a deputada estadual Rosangela Santos, e a mesma afirma que o contrato inicial da obra, de aproximadamente R$ 12 milhões, recebeu um acréscimo superior a R$ 7,1 milhões, ultrapassando R$ 19 milhões no total. Ela também afirmou que cerca de R$ 4 milhões foram pagos no início do contrato, o que condiz com os valores citados em matérias anteriores
Entre os moradores ouvidos, a demora na conclusão da obra também gera expectativas sobre a melhora do atendimento de saúde na cidade. Luciana Eleoteria afirmou que conhecia a obra, mas destacou que ela já se estende “há muito tempo”. Wellington de Sousa também tinha conhecimento da construção.
Para os dois moradores, a expectativa é que a maternidade e o pronto socorro infantil tragam “benefícios e praticidade” para a população da cidade.A busca por atendimento fora do município também apareceu nos relatos. Eleotéria afirmou que raramente consegue atendimento eficaz para suas filhas em Embu e que, quando precisou de atendimento de maternidade, procurou atendimento fora da cidade. Sousa também relatou que costuma buscar atendimento fora de Embu.
A Prefeitura de Embu das Artes foi procurada para esclarecer os motivos do atraso, os valores atualizados do contrato e a previsão de conclusão da obra, mas não obtive respostas sobre o assunto respondeu até o fechamento desta matéria.
Atraso gera sobrecarga
A uma grande sobrecarga na cidade devido ao atraso da obra. Por se tratar da única maternidade pública da cidade, e com a ampliação acomodaria significativamente as demandas da população para novos nascidos. No entanto, UPAS e o Pronto Socorro Central estão superlotados com casos simples, dividindo espaço e recursos com casos de urgências gerais. O atraso afeta diretamente a vida das famílias de Embu das Artes, que necessitam se deslocar para cidades vizinhas para atendimentos infantis, por exemplo. No site da prefeitura há o registro de apenas 23 leitos para gestantes de baixo risco. Qualquer gestante com alguma complicação deve se deslocar para hospitais de outras cidades. Pela falta de suporte emergencial em Embu das Artes, gestantes procuram hospitais, como Hospital Geral de Pirajussara (HGP), em Taboão da Serra, e no Hospital Geral de Itapecerica da Serra (HGIS). Ambos absorvem a maioria dos partos mais complexos da região.

FONTE: Pexels.
A conclusão da ampliação do hospital Maternidade Municipal Alice Campos Mendes Machado tem grande potencial para o dar fim dá dependência de leitos na região, reduzir o risco de mortes em deslocamento e melhorar na sobrecarga de Upas e do Pronto Socorro Geral.




